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domingo, 18 de janeiro de 2026

Heated Rivalry/Rivalidade Ardente: 11 motivos para assistir

    


O canadense Shane e o russo Ilya, casal protagonista da série.

✨PARA QUEM NÃO CONHECIA: ESSE É MEU LADO FANGIRL ✨


   No segundo semestre de 2025, minha amiga, conhecendo meu gosto (ambas fujoshis), avisou que tinham duas estreias que as redes sociais estavam comentando e que eu poderia gostar, um filme baseado em um mangá, 10Dance e uma série, baseada em uma série de livros de romance hot, Heated Rivalry (Rivalidade Ardente, como recentemente foi traduzido para o português). 

    Deixei 10dance para assistir agora em 2026 (fica aí a dica, foi lançado pela Netflix) e foquei nos livros sobre os jogadores de hockey, a série Game Changers, de Rachel Reids. Peguei os dois livros que seriam adaptados pelo Crave, streaming canadense e acompanhei as entrevistas na semana de estreia muito empolgada! Porque eu tinha gostado da história e do jeito que a Rachel escreveu romance MM dela, me surpreendendo positivamente (nem sempre acontece no subgênero, mesmo eu gostando haha).

    A semana do lançamento da série foi um surto, com o fã clube canadense dos livros enchendo as livrarias (que esgotaram lá e nos EUA) e o auditório onde o primeiro episódio seria assistido com a presença dos atores principais e do diretor e as redes sociais em polvorosa. Lembrando que o Canadá é um país que se esforça para uma boa convivência de gênero e cultura LGBT, não é perfeito, como nenhum lugar, mas está bem além, inclusive, de outros países ricos. Ou seja, havia um bom ambiente para a filmagem e para o lançamento, que também tem muito a ver com a prolífica união da autora, que é uma mulher bissexual, com o diretor (e roteirista), Jacob Tierney, que é um homem gay e que foi extremamente sensível ao olhar de Rachel e às expectativas das fãs. Tem realmente muitas cenas iguais às páginas dos livros de um jeito positivo, não engessado e no que está diferente é simplesmente encantador. Como algo classifica do como hot pode ser encantador? Aí está o segredo! Digamos que eu chorei nos 3 últimos episódios da série e nem sempre de tristeza.

Hudson (Shane), Jacob, Rachel e Connor (Ilya) no lançamento tímido diante do que vira


    A escolha do elenco, com certeza, foi determinante para o sucesso de Rivalidade Acirrada. Dois jovens atores, desconhecidos do grande público, mas com um currículo de trabalhos bastante ousados e criativos (alguns estão disponíveis no youtube e redes sociais), Connor Storrie, que interpreta o russo Ilya Rozanov e Hudson Williams, com Shane Hollander. Além disso, temos François Arnaud, que é o mais experiente do grupo, tendo atuado na série Os Borgias e seu parceiro de atuação, Robbie G.K., que se inserem na história, sendo protagonistas de um outro livro da série (o primeiro) e têm um papel fundamental na história de Shane e Ilya.


 
Scott (François) e Kip (Robbie).



    Depois de assisti-la pela HBO Max com VPN, ansiosa a cada episódio semanal que saía, acompanhei o desenrolar do sucesso exponencial da série na mídia, que passou de uma coisinha meio nichada, até levar os atores a apresentar o Globo de Ouro (esse mesmo que ganhamos com o Agente Secreto!) e aos programas de entrevistas mais famosos dos estragos unidos. Eles viraram as celebridades que as celebridades querem tirar fotos! Pior! Chegaram a um país que não tem o clima adequado ao hockey de gelo (risos) como o nosso, mas que é bastante adequado para a paixão que se desenrola na telinha (e isso foi meio brega, eu sei, mas eu virei uma fã, como você deve ter percebido). E foi assim que cheguei a esses: 11 pontos que fazem com que Rivalidade Ardente seja um ótimo entretenimento!

  1. É uma série +18 então, sim, teremos cenas picantes e digo mais! Muito bem ensaiadas e deliciosas. Mérito dos atores e da coordenadora de intimidade, a Chala Hunter (link para a entrevista com ela);
  2. Foi feita com um orçamento contadinho, o pessoal diz, de um caldo de cana com pastel e mesmo assim fez um verdadeiro milagre, bem redondinha e visualmente agradável de acompanhar;
  3. Mostra como a dificuldade de comunicação dos homens pode causar problemas também em relações que não são heteronormativas;
  4. Nós mulheres, como maior público de todos os tipos de romance, parecemos ter uma facilidade de conexão com a história porque não há um peso centrado em personagens femininas e seus papéis dos romances mais tradicionais (sobre isso, temos muito mais a dizer, fica o link dessa diva);
  5. As próprias personagens mulheres da série são absolutamente bem resolvidas, sem aquele drama repetitivo de todas as novelas e romances populares que me irritam profundamente. É muito boa a representação;
  6. As músicas complementam as cenas ao longo da série, com letras que dialogam com o foco de cada um de uma forma bem direta, quase como se saísse da boca dos personagens. Pra mim, que não costumo me importar tanto com isso, foi bem interessante ter mais essa camada para prestar atenção- tem até easter eggs em algumas. Mais uma vez, mérito do Jacob, o diretor, que teve o trabalho de montar esse quebra- cabeça de um jeito que parecesse orgânico;
  7. Por falar em easter egg, os episódios são cheio deles, mas nem sei se todas essas pistas deveriam ser chamadas de easter egg, porque muitas delas estão diretamente ligadas ao assunto principal, reforçando a necessidade de atenção, esse item tão escasso;
  8. A química! Toda entrevista que Connor e Hudson deram desde que a série estreou perguntou sobre isso. O que eu posso dizer é que é realmente palpável, você vai ficar com calor do outro lado da tela! E apesar disso, a história é um slow burn que acontece ao longo de 7 anos;
  9. A série é curta. São apenas 6 episódios. O que é uma pena. Eu recomendo não assistir todos de uma vez, a expectativa combina com o sentimento dos protagonistas (e série foi originalmente lançada como semanal, mas dividir em dois dias pelo menos, já ajuda);
  10. Nessa época tão conservadora e com tantos casos de assédio dando a entender que esse é o único palco possível para a expressão sexual humana, é um feito muito bem vindo;
  11. Por falar em feito muito bem vindo, a expressão da sexualidade gay de forma positiva, é um feito que anda sendo comemorado pela comunidade, que está enchendo as redes sociais de depoimentos comoventes, incluindo de ex-atletas de várias modalidades esportivas (link );


    E caso você, como eu, fique viciada na história de Shane e Ilya, saiba que ela já foi renovada pela HBO Max, que adquiriu os direitos da transmissão internacional! No Brasil, a primeira temporada estreia em fevereiro. 😉



PS.Esse não vai ser o último post sobre a série. 😈


terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

A Marvellous Light - Freya Maske

 




Uma luz maravilhosa


Fiz questão de escrever esse pequeno comentário, porque fui surpreendida positivamente pelo livro "A Marvellous Light", de Freya Maske


Apesar de usar um pano de fundo parecido com Harry Potter (da finada Jennifer Katarina), em parte da construção da magia e no modo com as famílias mágicas se apresentam, a autora supera essa inspiração nos melhores momentos. É tudo o que eu queria de Peças Infernais da Cassandra Clare na ambientação e nas relações dos personagens principais. Robin e Edwin são muito queridos e até os defeitos desse último compõem muito bem a complexidade da personalidade de alguém que foi tratado (e maltratado) como alguém fraco, mesmo sendo um dedicado autodidata. Já Robin, um homem sem magia, que estava perdido na vida, quando arranja esse emprego muito estranho, por conta do qual descobre que a magia existe, reage de um modo que foge um pouquinho ao clichê.


A propriedade, o terreno que aparece como parte central da história e sua relação com os proprietários é para mim o ponto alto da construção de mundo de magia da autora.


O vilão é odioso, mas não tem tanto espaço, o que eu gosto. Ele nem mesmo é o grande vilão, que ainda vai aparecer em outro livro, ao que parece. Foi aí que eu descobri que se trata de uma trilogia.


Robin e Edwin juntos formam uma boa dupla de investigação, a relação entre eles vai se aprofundando a partir disso- é muito orgânico e bonito. E, sim, tem partes apimentadas. Confesso que eu cortaria a metade do hot para incluir mais conversa entre eles, preciso que a autora entenda que esse é o ponto forte dos dois.

No mais posso dizer que recomendo a leitura para quem gosta de fantasia urbana, uma fantasia numa Inglaterra do iniciozinho do século XX. E de acordo com a nova gíria literária dos jovens, é uma romantasia

O maior problema do livro, é que ainda não foi traduzido para o português. Espero que entre no radar das editoras que publicam o gênero aqui no Brasil.





domingo, 12 de agosto de 2018

Sr. Sherlock Holmes- filme


Ian McKellen no cartaz do filme Sr. Sherlock Holmes

Como ando absorvida pelo mundo do detetive mais famoso da ficção, aqui vai mais uma postagem sobre ele, dessa vez indicando o filme que tem o maravilhoso Ian McKellen encarnando Sherlock Holmes. Em "Sr. Sherlock Holmes, o detetive está no fim da vida e tenta lembrar dos detalhes do seu último caso, com a ajuda de um singular assistente que não é mais John Watson.
Com uma narrativa mais lenta do que estamos acostumadas com o Sherlock das séries e filmes do século XXI, McKellen nos traz a personagem de modo bem mais melancólico e cheio de fios a serem amarrados, por conta de sua escolha por uma vida regulada apenas pela lógica, com poucos laços afetivos. No fim, temos o detetive tentando dar um novo sentido aos seus últimos dias, para que eles não se percam no remorso da solidão.

E, sim, tem no seu serviço de streaming favorito. Segue o trailer. ^__^



segunda-feira, 23 de julho de 2018

Sherlock (a série)

Mês passado parei para assistir a ótima série Sherlock, da BBC, que já está em "cartaz" pelo menos desde julho de 2010. Por que demorei tanto tempo para assistir? Não sei. O fato é que a produção estrelada pelos premiados Benedict Cumberbatch (Sherlock Holmes) e Martin Freeman (John Watson) e ambientada não num distante século XIX, mas num atual século XXI, me cativou imediatamente. 

Adaptando personagens, lugares e casos retirados do cânone de Sir Arthur Conan Doyle, a série, com uma dinâmica mais acelerada que a das páginas do livro, consegue em um pouco mais de uma hora em cada capítulo, apresentar, em casos que beiram ao bizarro, a genialidade do detetive consultor- segundo a personagem, o único do mundo. Lá  ele é retratado como um sociopata altamente funcional, auxiliado pela lealdade e a coragem do ex-soldado da Guerra do Afeganistão e médico, dr. John Watson. 

Até agora tivemos 4 temporadas, em oito anos. Diferentemente de outras séries, parece que a BBC preferiu apostar em mini-filmes por capítulos, três em cada ano da produção (mais o capítulo especial entre a terceira e quarta), do que estender por inúmeros capítulos curtos- levando em conta que os atores estão no centro de produções hollywoodianas e é uma verdadeira ginástica fazer coincidir suas agendas, além da própria produção estar envolvida em outros trabalhos, como as últimas temporadas de icônico Dr. Who. Como devem ter feito as contas, nem todo anos tivemos uma temporada e nem se sabe no momento quando ou se ela retornará.

Com a habilidade de um roteiro que consegue prender nossa atenção na apresentação dos casos, a história trata principalmente da relação de amizade entre os dois homens. A sintonia é tanta que eventualmente terceiros o tratam como um casal (na série), o que é sempre veementemente rebatido pelo John Watson de Freeman- fazendo parte do fandom lamentar. Também há o desafio do médico e das outras personagens em manter a afeição pelo detetive, mesmo quando ele vibra diante de um assassinato, ignora as necessidades das outras pessoas ao seu redor- enquanto espera ter todos os seus desejos atendidos-, ou some por anos sem dar satisfação, o que Cumberbatch interpreta de um modo, a meu ver, carismático. 

Deve dar um grande alívio aos ingleses, saber que a Scotland Yard e até mesmo os MI5 e MI6 podem contar com Sherlock Holmes e John Watson, na rua Baker, 221B, de Londres.

Quanto a mim, aproveitei minha recente obsessão para adquirir o box completo dos livros de Doyle sobre o detetive e os mangás publicados em português pela Planet. Também comecei a assistir Elementary, uma outra produção sobre o detetive, mas que apresenta Watson como uma mulher. 

Agora só me faltam o chapéu deerstalker e o cachimbo. 


domingo, 14 de maio de 2017

Um dia das mães reflexivo

Para o dia das mães, tenho 4 dicas a compartilhar: um poema da nobel Wyslawa Szymborska sobre a força da maternidade para além dos jogos de poder do mundo, o livro da poeta Adrienne Rich com reflexões de uma mãe que não se encontrou na maternidade, um conto marcante da Charlotte Perkins e a série que atualmente acompanho, "O conto da aia", baseado no livro homônimo da Margaret Atwood. Porque a maternidade pode ser um fardo grande demais para uma pessoa só ter que carregar, por reconhecer o esforço descomunal da minha mãe em criar a mim e aos meus irmãos e por sonhar que um dia a comunidade humana vai entender que essa é uma questão de todos, não só das mulheres que têm filhos.

1. Wyslawa Szymborska:



Vietnã
Mulher, como você se chama? – Não sei.
Quando você nasceu, de onde você vem? – Nao sei.
Para que cavou uma toca na terra? – Não sei.
Desde quanto está aqui escondida? – Não sei.
Por que mordeu o meu dedo anular? – Não sei.
Não sabe que não vamos te fazer nenhum mal? – Não sei.
De que lado você está? – Não sei.
É a guerra, você tem que escolher. – Não sei.
Esses são teus filhos? – São.
2. Adrienne Rich

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3. Charlotte Perkins Gilman:

Clica aqui.

4. O conto da aia (série): 
Clica aqui. 



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