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sábado, 13 de junho de 2026
terça-feira, 9 de junho de 2026
a alma manda lembrança ança ança ança*
frente àquela lápide
espanto diante do escrito
"aqui jaz tuas conquistas"
ao portão do cemitério:
"nada em excesso"
leve alma andarilha
agora a pedra foi lavrada.
adiante, ominoso cartaz brilha:
"pé na estrada".
![]() |
| carta do jogo dixit |
* Para ler o título no ritmo da parlenda infantil "duas almas se encontraram".
domingo, 7 de junho de 2026
Sinais cósmicos de ***
Tu não me alcanças
falo desde a névoa
esparsa e lenta
a fala
umagrandeconcentraçãodeideiasemumpontosó
então
não se engane com a c a l m a r i a . . .
não cruze meu h o r i z o n t e . . .
de eventos
com horror lembrarás que
não vestias roupas...
...
...
...
arroto cósmico!
aindabemquefoirápido...
a espaguetização de uma estrela- european southern observatory (eso)
* eerasseucorposeusangueseusossos
fiosmatériamenosquepoeiraespaguetificada
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Poesia: Walden e Outro dia
Walden (versão 1)
Reencontrei o andarilho
nas prateleiras de "10 reais o livro".
Foi um bom desconto,
do tipo que o deixaria satisfeito em dizer:
melhor se fosse de graça!
Mas o livreiro tem contas a pagar.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
Gotas
As opiniões e os gostos das pessoas que já amamos se tornam, por vezes,
como gotas densas de algo que se deposita no fundo da alma.
Eventualmente alguma coisa agita esse local de descanso e elas retornam à
superfície, borbulhando e aderem a um objeto, a um lugar, ou a um sentimento e se
misturam a ele. Desaparecem, por se transformarem em outra coisa.
Retornam ao fundo da alma, agora mais densos, se a transmutação não
ocorreu. Nesse último estágio, talvez sejam expelidas com violência, na próxima
oportunidade. Talvez se tornem catalizadores de feitos incríveis da alma
que residem. Talvez tirem a vida dela aos poucos. Quem sabe?
![]() |
| Gota desenhada com aquarela preta |
![]() |
| gota desenhada com lápis de cor preto e cinza |
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Vampira do X Men
não sei quanto tempo da minha vida passei me esforçando para me interessar pelas conversas das pessoas. em geral preferia meu mundo, que nem era só um mundo interior, não. era meu mundo e das coisas do mundo, não das pessoas do mundo. as pessoas do mundo, quando eram só meu mundo, eram como coisas.
no final das contas terminei me adestrando em parecer muito interessada e de fato até comecei a me interessar. ficava comovida da pessoa confiar seus pensamentos a mim, seus comentários, apropriados ou não. mas provavelmente a minha maior motivação tenha sido o fato de que aquelas conversas desinteressantes muitas vezes escondiam ou apontavam para algum tesouro.
de alguma conversa desinteressante poderiam surgir conexões interessantes em mim. e as pessoas de conversas desinteressantes conheciam outras pessoas com conversas muito mais interessantes. e assim eu seguia.
o problema eram os efeitos colaterais. eram muitos. falo aqui de um. eu ficava cheia dos pensamentos, das idéias, dos gostos, das opiniões daquelas pessoas.
demorava um tempão para eu ser despossuída, como a Vampira dos X-Men, quando tocou no Wolverine. (ainda demora, mas menos).
hoje eu fico pensando se minha prima sem noção tinha razão em me chamar de autista (as crianças podem ser muito cruéis). e ela estando certa, não reclamo em absoluto hoje. se sou, faz parte da minha idiossincrasia. se não, também.
demorava um tempão para eu ser despossuída, como a Vampira dos X-Men, quando tocou no Wolverine. (ainda demora, mas menos).
hoje eu fico pensando se minha prima sem noção tinha razão em me chamar de autista (as crianças podem ser muito cruéis). e ela estando certa, não reclamo em absoluto hoje. se sou, faz parte da minha idiossincrasia. se não, também.
sexta-feira, 25 de março de 2016
Uma quinta feira na praia
Eu demorei 31 anos para entender que eu poderia aproveitar momentos como esse com leveza, sem remorsos, sem medos, com serenidade. Algo que parece tão simples e que para mim é fruto de uma elaboração com passos de formiguinha.
Tava muito bonito o dia de ontem.
Ps. O livro é Amrik, da Ana Miranda. O fundo musical é Nina Simone.
terça-feira, 15 de março de 2016
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